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Às vezes, fico com insônia. E aí saem coisas desse tipo.

“Quando as certezas desaparecem, você nota que há algo errado.
Quando aquilo que você pensava ser pra vida toda se mostra limitado,
Quando a realidade não corresponde ao que você tinha arquitetado,
Quando se torna inviável realizar tudo aquilo que já estava pensado.

Os problemas se evidenciam quando você vira o olhar pra outro lado.
O que antes você via tudo em azul perde toda a cor e o significado.
Quando você se irrita com coisas que, antigamente, você teria relevado,
É um sinal latente de que, talvez, a casa toda tenha desmoronado.”

Depois do post irado descrevendo “o que eu mais odeio no Metrô”, acho justo contar o que eu mais gosto no Metrô. Bem, pra início de conversa, sou um aficionado pelo Metrô de São Paulo, um verdadeiro “metrófilo”. Sei as siglas de boa parte das estações de cor (essas siglas são usadas principalmente para comunicação interna na Companhia do Metrô), conheço os modelos de trens do Metrô (e sei diferenciar um Mafersa de um Cobrasma) e um dia ainda hei de visitar o CCO (Centro de Controle Operacional do Metrô, na Rua Vergueiro, de onde o tráfego metroviário paulistano é gerenciado). Então lá vai:

1. Os funcionários são sempre cordiais.

Sempre que eu precisei pedir informações aos colaboradores do Metrô eu fui bem atendido. Não consigo me recordar de uma única vez em que eu saí insatisfeito de uma estação por causa disso.

Nota indiscreta: com esse programa Jovem Cidadão que o governo está promovendo, não é raro eu ver algumas “beldades recorrentes” nas estações… Bem, melhor não falar muito pra namorada não chiar…

2. A limpeza é impecável.

O Metrô está sempre limpo porque ninguém joga lixo, ou ninguém joga lixo porque está sempre limpo? Não importa: numa cidade que parece jogada às traças, é de espantar que um meio de transporte público tenha um padrão tão alto de limpeza.

3. O Metrô está bem integrado à cidade (e vice-versa).

Em quase todo lugar da cidade tem ônibus que vá para alguma estação do Metrô (ou da CPTM). Com isso, é fácil acessar a rede metroferroviária. Isso quando não há um terminal de ônibus na estação (como temos em Ana Rosa, Vila Mariana, Santana, Belém, Brás e Barra Funda, para citar alguns exemplos). Em geral, as estações de Metrô concentram ao seu redor vários tipos de comércio e serviços, tornando as estações ponto de referência para a cidade.

4. A rede está crescendo!

Essa Linha 4 tá uma beleza! E, quando a 5 for estendida até a Chácara Klabin (depois de 10 anos de espera!), o sistema metroferroviário da capital se configurará como uma rede bem estruturada e conectada. A CPTM também está trabalhando em novas linhas. E, falando no assunto…

5. Diminui a poluição.

Não sei dizer com precisão em quantos por cento, e nem pesquisei isso formalmente, mas, devido à eficiência dos motores elétricos utilizados no material rodante do Metrô e da CPTM, tenho certeza que a pegada de carbono destes meios de transporte é bem menor que a deixada pelos ônibus a diesel da cidade.

6. Metrô é uma aula de arquitetura e engenharia.

Vocês viram que beleza é a Estação Tamanduateí? E a Alto do Ipiranga (minha favorita)? E a Santo Amaro (que é uma ponte estaiada)? E a Butantã, da novíssima Linha 4? As primeiras estações do Metrô (da Linha 1) não são bem o padrão de beleza que temos hoje (embora, na época de sua construção, os anos 70, a chamada “arquitetura grosseira”, com seus edifícios de concreto aparente, estivesse em voga, alinhando as estações ao padrão estético daquele tempo), mas as soluções de arquitetura e engenharia empregadas no Metrô são muito eficientes. (Aliás, cabe aqui um exemplo: parte da ventilação da Estação Consolação, da Linha 2, vem direto da calçada da Avenida Paulista que passa por cima dela, através de duas grades enormes de ferro que cobrem poços de uns 15m² que vão da calçada ao mesmo nível da linha de trem.) Aliás, vocês já foram conferir os painéis da Tomie Ohtake na Estação Consolação? (Dica: ficam atrás da linha de trem, sentido Vila Prudente.)

7. O Metrô é seguro.

Com tantas câmeras e agentes de segurança na rede inteira, sinto-me seguro nas estações e trens do sistema (isto é, sem receio de assalto, sequestro, arrastão, essas coisas). Se a cidade inteira fosse desse jeito, eu até poderia pensar em comprar um tablet e sair com ele por aí. (Ainda assim, não sinto-me seguro o suficiente, por exemplo, pra usar um notebook no trem.) Falando em segurança, acidentes na rede ocorrem com menos frequência que acidentes aéreos. E nunca precisei utilizar o sistema de saídas de emergência do Metrô (e lá se vão 13 anos usando este meio de transporte).

Bonus track: A frota está sendo modernizada.

Eu pessoalmente preferiria que estivessem sendo comprados mais trens para o Metrô, mas não acho ruim que o governo tenha resolvido fazer um retrofitting geral nas composições Budd (os trens antigos da Linha 1), Cobrasma e Mafersa (que são a frota antiga da Linha 3). O interior deles está ficando bem parecido com os novos trens CAF que estão chegando da Espanha. (Gosto do interior dos CAF, é bem aconchegante. O interior dos Alstom XVI da Linha 2, naqueles tons de verde, é muito frio.) E os displayzinhos mostrando data, hora e próxima estação são uma sacada legal. Agora, aquela voz gravada é meio ruim… Tem operador (e tem operadora) cuja voz é bem melhor que aquela!

 

EDIT: Alguém sabe onde está aquele estudo extremamente extenso da Hochtief-Montreal-Deconsult, feito em 1969 para a Companhia do Metrô? Ouvi falar que ele foi parar na USP. Também gostaria de saber mais sobre o Ramal Moema — que foi que aconteceu pra pararem a construção dele?

Em sua essência, o Metrô (e sua “prima pobre”, a CPTM) é uma maneira rápida e eficiente de se mover pela cidade, eliminando o problema do trânsito caótico no município e tendo uma pegada de carbono bem menor que os ônibus (e carros). Sendo passageiro diário do Metrô de São Paulo, acabei adquirindo algumas birras com o meio de transporte, todas elas solucionáveis. E aqui vão elas:

1. Gente que fica parada na escada

Existem escadas fixas, certo. Mas subir (e descer) a escada rolante “manualmente” é muito mais rápido. Pra mim, que “ando correndo”, isso é ótimo. Em todas as escadas rolantes do metrô, tem um aviso que diz mais ou menos assim: “Mantenha-se à direita. Deixe a esquerda livre para circulação.” Então eu vou descendo a escada rolante na maior velocidade e eis que, PARA TUDO! E para logo, senão você vai atropelar um mané que tá lá parado na esquerda. E a maioria nem percebe que você tá com pressa e tem o bom senso de ir para a direita, livrando o caminho. Só a título de curiosidade, na Espanha ninguém faz isso. Pelo simples fato de que ficar parado na esquerda dá multa.

2. Gente que fica ensebando na saída da escada rolante

Quando eu era menor, frequentava um clube com um toboágua, cuja placa de normas de segurança dizia claramente: “quando cair na área de chegada, saia o mais rápido possível”. Na escada rolante é a mesma coisa: chegou no “andar de destino”, ande um pouquinho mais rápido só pra sair da “boca” da escada. Porque as escadas não param, e continuam jogando gente na área de chegada mais rápido do que elas saem: no horário de pico, em pouco tempo, isso pode gerar alguns atropelamentos…

3. Gente que não espera o desembarque

OK, sobrevivi às escadas rolantes, à linha de bloqueios (que não costuma ter grandes problemas) e finalmente cheguei à plataforma. Quando o trem chega, sempre tem gente querendo desembarcar. Em vez do povo abrir espaço pro desembarque ser o mais rápido possível, possibilitando um embarque mais ágil, não: fica aquele amontoado de gente em frente à porta do trem, e o desembarque demora mais… Parece que o povo não pensa!

4. Gente que segura as portas do trem

Tuuuuuu! A campainha já é bem conhecida de todos: as portas vão se fechar. O intervalo entre os trens do Metrô de São Paulo, conhecido como headway, é um dos menores do mundo. Que tal, em vez de segurar a porta pra mais uma pessoa entrar, deixá-la esperando só mais um pouquinho? Ninguém se atrasa só por causa desse pequeno detalhe (e deixar algo tão pequeno e previsível causar um atraso maior é uma baita falta de planejamento por parte do passageiro). Um dos principais motivos de diminuição de velocidade no Metrô é justamente o povo que fica segurando porta de trem. Tanto que a Companhia do Metrô anda fazendo campanhas de conscientização (que ninguém dá a mínima, convenhamos) sobre isso.

5. Anda, para, anda, para, anda, para

Este ponto está intimamente ligado com os dois anteriores. Eu uso todo dia a linha 2, e entre as estações Chácara Klabin (CKB) e Ana Rosa (ANR) fica um anda, para, anda, para, anda, para. O motivo? A integração com a linha 1 nas duas estações seguintes: ANR e Paraíso (PSO). Aí fica aquela turba, que não espera o desembarque antes e ainda segura as portas do trem. Não fosse isso, com certeza os operadores não teriam a necessidade de parar entre CKB e ANR…

Bonus Track: Pixação nos trens da CPTM

Eu costumo usar apenas a linha 10 da CPTM, e os trens série 2100 que trafegam por ela não são os mais bonitos (embora eu os ache bastante confortáveis). Agora, a turba não ajuda! Em todos os vidros e em boa parte das paredes internas dos TUE 2100 você vê uma pixação feita a estilete. O povo quer mais trens, quer trens mais novos? Faça por merecer! A CPTM andou trocando os vidros dos 2100, fazendo uma pintura externa com a nova identidade visual da companhia, revitalizando os tecidos dos bancos (que vivem cheirando a mofo, embora sejam bonitos — que pena!) e removendo as pixações das paredes dos carros. Agora, não seria ótimo se esse dinheiro que está sendo gasto para a reforma do material rodante existente fosse utilizado para compra de novas composições? Isto diminuiria o headway da CPTM (que é bastante alto) e traria mais conforto aos usuários. De novo: parece que o povo não pensa!

[Editado para aprimorar a clareza do texto.]

 

Entre setembro de 2009 e agosto de 2010, escrevi um tomo de 200 páginas ao qual chamei de “Volúpia”. Em comemoração à primeira impressão dele, aqui está a sinopse do texto. E aguardem, pois ele brevemente será publicado!

No Colégio Erico Verissimo, tradicional estabelecimento da Vila Maria (zona norte de São Paulo), estudam nossos quatro protagonistas: Paulo, Armando, Danielle e Samantha. No início do livro, Paulo e Armando são melhores amigos, assim como Danielle e Samantha. E, claro, o coração de Paulo bate mais forte por Danielle. Assim como o de Armando por Samantha.
Se fosse uma história de amor trivial, daria pra enrolar um pouco, juntar os dois casais e decretar fim do livro. Mas não é simples assim: a cada capítulo, há um novo desdobramento da narrativa, um novo conflito a ser desvendado.
O texto é permeado por tiradas irônicas, humor impiedoso e críticas ferinas à sociedade moderna, com o intuito de provocar reflexão no leitor.

Todos os dias, ao levantar da cama, sei que vou enfrentar mais um dia de 18 horas. Disso eu tenho certeza. O que eu nunca sei é como eu vou terminar esse dia (isto é, com que tipo de humor). Já teve dias de eu levantar com vontade de não falar com ninguém e acabar tendo um dia maravilhoso. E já teve dias do meu humor ir se deteriorando até o ponto de, no final do dia, eu não conseguir forças pra juntar as lágrimas e chorar.
Em 75% do tempo (mais ou menos), eu estou apenas “morto”. Isto é, sem estar “no fundo do poço”, mas sem ter motivos reais pra sorrir. Alguns moralistas (chatos) vêm e, “ah, você tem pai, tem mãe, tá estudando numa boa universidade, tem um emprego”. Concordo, desse ponto de vista, minha vida poderia ser muito pior. Mas… sabe aquelas coisas que fazem você se sentir minimamente feliz? Ou melhor, que te deixam com vontade de continuar? Com esperança de que dá sim pra melhorar? Então. Essas coisas estão me faltando.
O que eu sinto é difícil de expressar por palavras, e é uma experiência que eu não desejo nem à mais vil das pessoas. É uma apatia colossal, uma indiferença tremenda diante da vida. Uma questão de “continuar vivendo apenas por não ter outra opção”. É o exercício diário de passar algum creme mágico no rosto que esconda o que se passa por trás dele. E nunca conseguir realmente chegar a um estado onde eu possa falar, sem mentiras ou simplificações, que eu “estou bem”.

Tenho o sincero medo de terminar como Richard Cory — que “Went home and put a bullet through his head.”

(O título é de uma música da dupla folk Simon & Garfunkel. Richard Cory é um poema, que foi musicado pela mesma dupla.)

Já não é a primeira vez que eu digo isso, mas tornarei a repeti-lo todas as vezes que julgar necessário. É imperativo que eu pare de levar a sério esse lance de romantismo. Dê risada, eu mereço; isso não leva a nada a não ser a dor. Tava conversando ontem com o Renan (ah, sempre ele, o único que ainda tem paciência pra ficar me ouvindo!) e confessei a ele, (praticamente) nesses termos:

– Renan, outro dia tava eu no meu quarto, o notebook ligado no som, e eu deitado na metade direita daquele meu travesseiro enorme, sobre a minha cama. Tava tocando I Won’t Hold You Back, do Toto (essa faixa que eu coloquei do YouTube no embed desse post), e eis que ela se materializa aqui do meu lado, dormindo, com a cabeça sobre o meu peito. Meu, se ainda fosse alguma cena de sexo que eu imaginava… Mas não, porra!

E, sempre que eu ouço I Won’t Hold You Back, essa imagem tridimensional, tão ideal, quase real dela se repete. Esse sonho meu de tê-la ao meu lado, seja na cama ou em qualquer lugar, já se torna antigo, ainda que em cada novo capítulo desta novela ele se torne mais irrealizável. A próxima frase é mais uma citação (quase) direta minha, dirigindo-me novamente ao Renan.

– O que ela mexeu comigo em três horas e meia, Renan, a minha ex não fez em três meses e meio.

É espantoso o encantamento que ela exerce sobre mim. E parece que nada me faz arredar. Nem mesmo aquela garota que, pra ser perfeita, só faltava morar na outra ponta da Via Dutra. Nem mesmo espírito! Aquele encantamento etéreo, que emana por todos os poros daquela tez, aquela que eu já toquei, que eu já beijei e daria tudo para poder voltar a sentir!

Os versos podem dizer o que quiserem, a poesia que se lasque numa hora dessas! Eu só quero minha garota ao meu lado! Enquanto não posso sentir o sutil aroma de seus cabelos, continuo estático mirando a imagem ao meu lado e apenas respirando: não tem mais o que fazer. É bom demais para querer esquecer, e é ruim demais para dizer que é indiferente.

Então assim permaneço, com uma música nos ouvidos, um desejo no coração, uma imagem na cabeça e absolutamente nada de concreto nas mãos…

Desisti há muito de conter meu ímpeto romântico. Sério. Já se tornou parte de mim a tortura platônica. Tanto que, quando dou pela coisa, estou com uma foto dela (a garota, não a tortura) bem grande estampada no display de cristal líquido do meu notebook. Quando finalmente percebo, estou sonhando com ela dormindo candidamente em meus braços. Não é algo superficial, que a próxima garota bonita que passar na minha frente. Aliás, vou ser sincero contigo: ela não é uma gata de parar o trânsito. Eu outro dia falei pra Aline isso, que — citação direta minha, eu falei isso mesmo — “Aline, pra ser bem sincero, por exemplo, você é muito mais bonita do que ela.” (Minha honestidade me espanta às vezes.) Vejo todo dia lá na Vila Mariana no mínimo uma meia-dúzia de garotas da Belas-Artes passando bem diante dos meus olhos que são muito mais bonitas do que ela. Mas nenhuma delas têm aquele feitiço oculto que me mantém cativo há quase um ano. Sexo? Não, é algo mais profundo do que isso. Se fosse algo nas linhas de “quero que ela dê pra mim” (desculpem o palavreado, mas tem vezes que eu preciso usar o português bem claro), não durava nem a metade, nem teria tal intensidade.

Tentando pateticamente emular a distante presença dela, meu pequeno computador ainda exibe a mesma imagem. Apoio a máquina em cima da minha perna, coloco alguma música qualquer pra tocar (baixo, pra não acordar meio mundo) e recordo os bons momentos, ainda que turbulentos, que com ela passei. Ah, pudesse eu, teria feito tudo diferente, ainda que com resultados igualmente desastrosos!

O que substituiria um toque daquelas mãos?…

Nada.

Por último: estou ficando a cada dia mais piegas e repetitivo. Bah, que bosta! Acho que é hora de tomar vergonha na cara, ouvir “Eminence Front” e escrever meu novo livro.

Tento com toda determinação possível me convencer de que não posso gostar dela, que foi apenas um momento no tempo que nunca existiu. Foi só ilusão da minha cabeça.

Mas, quem disse que a minha essência me dá trégua? Existe algum tipo de força que é maior do que eu, e sempre me faz voltar ao princípio.

E, quando eu menos espero, lá estou eu, de frente pra ela, novamente admirando aquela perfeição perversa, que só de pensar, já me deixa com a respiração acelerada. Quando dou pela coisa, já estou há um bom tempo mapeando cada nuance daquela escultura divinamente talhada

E é sempre assim! Toda vez que eu acho que vai ser diferente, que eu vou conseguir finalmente superar… Bang.

Nas últimas semanas, ando experimentando como é estar no fundo do poço emocional. Sabe quando a sua vida tá uma merda e nada dá certo, não tem nada pra te fazer dizer que vale a pena viver? Então, é nesse estágio que estou.

Há um ano atrás, eu estava relativamente bem: tinha passado numa faculdade top, estava namorando (e gostando), fiz as pazes comigo mesmo… Minha vida não era um mar de rosas, mas eu nem esperava que fosse — sempre há alguma aresta que não pode ser aparada.

Tijolo a tijolo, o quadro ia desmoronando. Sucessivas brigas com a namorada por um motivo aparentemente tolo (it’s not that simple) me deixaram em ponto de ter que terminar. A faculdade começou a gerar uma série de desilusões. O descaso na minha casa manteve-se latente.

No começo desse ano, veio um morale boost muito bem-vindo: arrumei meu primeiro emprego, cheio de desafios novos, pessoas legais, coisas pra fazer!

E o resto se deteriorando a cada dia.

Quando esse último fio de motivação começou a se partir, vi o ponteiro que indica meu estado emocional voltar rapidamente à linha vermelha, e ali se manter, tornando cabal meu fracasso, em todos os sentidos. E cheguei a um ponto em que isso é extremamente perigoso.

Agora é só engatar o D e pisar fundo no acelerador.

É incrível como, mesmo estando deprimido, consigo escrever. Essas são coisas que me passaram pela cabeça, muito recentemente.

Ao longe, observo seu corpo.
Mas olho com certa culpa,
Certo remorso, certo pesar.
Por que me é proibido te amar?

Chegando em casa, olho pra fora.
Tento fazer essa paixão ir embora,
Faço de tudo para me esquecer.
Quem dera um dia poder te ter.

Nos meus sonhos, você aparece.
Tento evitar, mas o desejo cresce,
Me prende, me consome.
Que vontade de matar essa fome!

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