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Para a Karina e a Barbara, que acho que vão gostar de ler um post novo. Ei-lo. Mas está ruim demais.

Sendo designer gráfico, é minha obrigação saber mexer no famigerado Adobe Photoshop, aquele programa que (dizem que) faz milagres nas mulheres. (Isso não é tão verdade assim. Explico outro dia.)

Se eu sair na rua parando vários homens pra perguntar “Que mulher pra você é um padrão de beleza?”, a resposta provavelmente vai ser ou uma atriz, que se insinua em cenas de sexo implícito na novela das oito, ou uma modelo tal. (Ou, já que anda na moda, uma ex-modelo pode também ser a resposta.)

E que aconteceu com a girl next door, aquela menina que você vê todo dia pegando as cartas na porta de casa, sem maquiagem nenhuma, sem nenhum tipo de arrumação especial no cabelo, et cetera e tal? Fácil: não passou pelo Photoshop. E, por isso, merece ser desconsiderada. Certo?

ERRADO. Será que não é óbvio o quanto a “beleza” destas mulheres inatingíveis na mídia de massa é uma coisa fabricada para que a mulher “cotidiana” se sinta “feia” e vá comprar tal produto de beleza, roupas da marca tal, e por aí vai?

E isso funciona. Tenho algumas amigas — é, no plural mesmo — que se acham “horríveis” (no sentido de beleza). E não são, tem uma delas que não precisou de duas horas pra eu me apaixonar. (É, eu sei, acabo me apaixonando fácil, e tal.)

Agora, vai perguntar pra uma lourinha bonitinha como resolver uma derivada…

 

Até quando vai durar essa Era da Imagem e esse buraco-negro do que é “ser interessante”(?)

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