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Monthly Archives: abril 2011

Tento com toda determinação possível me convencer de que não posso gostar dela, que foi apenas um momento no tempo que nunca existiu. Foi só ilusão da minha cabeça.

Mas, quem disse que a minha essência me dá trégua? Existe algum tipo de força que é maior do que eu, e sempre me faz voltar ao princípio.

E, quando eu menos espero, lá estou eu, de frente pra ela, novamente admirando aquela perfeição perversa, que só de pensar, já me deixa com a respiração acelerada. Quando dou pela coisa, já estou há um bom tempo mapeando cada nuance daquela escultura divinamente talhada

E é sempre assim! Toda vez que eu acho que vai ser diferente, que eu vou conseguir finalmente superar… Bang.

Nas últimas semanas, ando experimentando como é estar no fundo do poço emocional. Sabe quando a sua vida tá uma merda e nada dá certo, não tem nada pra te fazer dizer que vale a pena viver? Então, é nesse estágio que estou.

Há um ano atrás, eu estava relativamente bem: tinha passado numa faculdade top, estava namorando (e gostando), fiz as pazes comigo mesmo… Minha vida não era um mar de rosas, mas eu nem esperava que fosse — sempre há alguma aresta que não pode ser aparada.

Tijolo a tijolo, o quadro ia desmoronando. Sucessivas brigas com a namorada por um motivo aparentemente tolo (it’s not that simple) me deixaram em ponto de ter que terminar. A faculdade começou a gerar uma série de desilusões. O descaso na minha casa manteve-se latente.

No começo desse ano, veio um morale boost muito bem-vindo: arrumei meu primeiro emprego, cheio de desafios novos, pessoas legais, coisas pra fazer!

E o resto se deteriorando a cada dia.

Quando esse último fio de motivação começou a se partir, vi o ponteiro que indica meu estado emocional voltar rapidamente à linha vermelha, e ali se manter, tornando cabal meu fracasso, em todos os sentidos. E cheguei a um ponto em que isso é extremamente perigoso.

Agora é só engatar o D e pisar fundo no acelerador.