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Monthly Archives: maio 2011

Já não é a primeira vez que eu digo isso, mas tornarei a repeti-lo todas as vezes que julgar necessário. É imperativo que eu pare de levar a sério esse lance de romantismo. Dê risada, eu mereço; isso não leva a nada a não ser a dor. Tava conversando ontem com o Renan (ah, sempre ele, o único que ainda tem paciência pra ficar me ouvindo!) e confessei a ele, (praticamente) nesses termos:

— Renan, outro dia tava eu no meu quarto, o notebook ligado no som, e eu deitado na metade direita daquele meu travesseiro enorme, sobre a minha cama. Tava tocando I Won’t Hold You Back, do Toto (essa faixa que eu coloquei do YouTube no embed desse post), e eis que ela se materializa aqui do meu lado, dormindo, com a cabeça sobre o meu peito. Meu, se ainda fosse alguma cena de sexo que eu imaginava… Mas não, porra!

E, sempre que eu ouço I Won’t Hold You Back, essa imagem tridimensional, tão ideal, quase real dela se repete. Esse sonho meu de tê-la ao meu lado, seja na cama ou em qualquer lugar, já se torna antigo, ainda que em cada novo capítulo desta novela ele se torne mais irrealizável. A próxima frase é mais uma citação (quase) direta minha, dirigindo-me novamente ao Renan.

— O que ela mexeu comigo em três horas e meia, Renan, a minha ex não fez em três meses e meio.

É espantoso o encantamento que ela exerce sobre mim. E parece que nada me faz arredar. Nem mesmo aquela garota que, pra ser perfeita, só faltava morar na outra ponta da Via Dutra. Nem mesmo espírito! Aquele encantamento etéreo, que emana por todos os poros daquela tez, aquela que eu já toquei, que eu já beijei e daria tudo para poder voltar a sentir!

Os versos podem dizer o que quiserem, a poesia que se lasque numa hora dessas! Eu só quero minha garota ao meu lado! Enquanto não posso sentir o sutil aroma de seus cabelos, continuo estático mirando a imagem ao meu lado e apenas respirando: não tem mais o que fazer. É bom demais para querer esquecer, e é ruim demais para dizer que é indiferente.

Então assim permaneço, com uma música nos ouvidos, um desejo no coração, uma imagem na cabeça e absolutamente nada de concreto nas mãos…

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Desisti há muito de conter meu ímpeto romântico. Sério. Já se tornou parte de mim a tortura platônica. Tanto que, quando dou pela coisa, estou com uma foto dela (a garota, não a tortura) bem grande estampada no display de cristal líquido do meu notebook. Quando finalmente percebo, estou sonhando com ela dormindo candidamente em meus braços. Não é algo superficial, que a próxima garota bonita que passar na minha frente. Aliás, vou ser sincero contigo: ela não é uma gata de parar o trânsito. Eu outro dia falei pra Aline isso, que — citação direta minha, eu falei isso mesmo — “Aline, pra ser bem sincero, por exemplo, você é muito mais bonita do que ela.” (Minha honestidade me espanta às vezes.) Vejo todo dia lá na Vila Mariana no mínimo uma meia-dúzia de garotas da Belas-Artes passando bem diante dos meus olhos que são muito mais bonitas do que ela. Mas nenhuma delas têm aquele feitiço oculto que me mantém cativo há quase um ano. Sexo? Não, é algo mais profundo do que isso. Se fosse algo nas linhas de “quero que ela dê pra mim” (desculpem o palavreado, mas tem vezes que eu preciso usar o português bem claro), não durava nem a metade, nem teria tal intensidade.

Tentando pateticamente emular a distante presença dela, meu pequeno computador ainda exibe a mesma imagem. Apoio a máquina em cima da minha perna, coloco alguma música qualquer pra tocar (baixo, pra não acordar meio mundo) e recordo os bons momentos, ainda que turbulentos, que com ela passei. Ah, pudesse eu, teria feito tudo diferente, ainda que com resultados igualmente desastrosos!

O que substituiria um toque daquelas mãos?…

Nada.

Por último: estou ficando a cada dia mais piegas e repetitivo. Bah, que bosta! Acho que é hora de tomar vergonha na cara, ouvir “Eminence Front” e escrever meu novo livro.