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Em sua essência, o Metrô (e sua “prima pobre”, a CPTM) é uma maneira rápida e eficiente de se mover pela cidade, eliminando o problema do trânsito caótico no município e tendo uma pegada de carbono bem menor que os ônibus (e carros). Sendo passageiro diário do Metrô de São Paulo, acabei adquirindo algumas birras com o meio de transporte, todas elas solucionáveis. E aqui vão elas:

1. Gente que fica parada na escada

Existem escadas fixas, certo. Mas subir (e descer) a escada rolante “manualmente” é muito mais rápido. Pra mim, que “ando correndo”, isso é ótimo. Em todas as escadas rolantes do metrô, tem um aviso que diz mais ou menos assim: “Mantenha-se à direita. Deixe a esquerda livre para circulação.” Então eu vou descendo a escada rolante na maior velocidade e eis que, PARA TUDO! E para logo, senão você vai atropelar um mané que tá lá parado na esquerda. E a maioria nem percebe que você tá com pressa e tem o bom senso de ir para a direita, livrando o caminho. Só a título de curiosidade, na Espanha ninguém faz isso. Pelo simples fato de que ficar parado na esquerda dá multa.

2. Gente que fica ensebando na saída da escada rolante

Quando eu era menor, frequentava um clube com um toboágua, cuja placa de normas de segurança dizia claramente: “quando cair na área de chegada, saia o mais rápido possível”. Na escada rolante é a mesma coisa: chegou no “andar de destino”, ande um pouquinho mais rápido só pra sair da “boca” da escada. Porque as escadas não param, e continuam jogando gente na área de chegada mais rápido do que elas saem: no horário de pico, em pouco tempo, isso pode gerar alguns atropelamentos…

3. Gente que não espera o desembarque

OK, sobrevivi às escadas rolantes, à linha de bloqueios (que não costuma ter grandes problemas) e finalmente cheguei à plataforma. Quando o trem chega, sempre tem gente querendo desembarcar. Em vez do povo abrir espaço pro desembarque ser o mais rápido possível, possibilitando um embarque mais ágil, não: fica aquele amontoado de gente em frente à porta do trem, e o desembarque demora mais… Parece que o povo não pensa!

4. Gente que segura as portas do trem

Tuuuuuu! A campainha já é bem conhecida de todos: as portas vão se fechar. O intervalo entre os trens do Metrô de São Paulo, conhecido como headway, é um dos menores do mundo. Que tal, em vez de segurar a porta pra mais uma pessoa entrar, deixá-la esperando só mais um pouquinho? Ninguém se atrasa só por causa desse pequeno detalhe (e deixar algo tão pequeno e previsível causar um atraso maior é uma baita falta de planejamento por parte do passageiro). Um dos principais motivos de diminuição de velocidade no Metrô é justamente o povo que fica segurando porta de trem. Tanto que a Companhia do Metrô anda fazendo campanhas de conscientização (que ninguém dá a mínima, convenhamos) sobre isso.

5. Anda, para, anda, para, anda, para

Este ponto está intimamente ligado com os dois anteriores. Eu uso todo dia a linha 2, e entre as estações Chácara Klabin (CKB) e Ana Rosa (ANR) fica um anda, para, anda, para, anda, para. O motivo? A integração com a linha 1 nas duas estações seguintes: ANR e Paraíso (PSO). Aí fica aquela turba, que não espera o desembarque antes e ainda segura as portas do trem. Não fosse isso, com certeza os operadores não teriam a necessidade de parar entre CKB e ANR…

Bonus Track: Pixação nos trens da CPTM

Eu costumo usar apenas a linha 10 da CPTM, e os trens série 2100 que trafegam por ela não são os mais bonitos (embora eu os ache bastante confortáveis). Agora, a turba não ajuda! Em todos os vidros e em boa parte das paredes internas dos TUE 2100 você vê uma pixação feita a estilete. O povo quer mais trens, quer trens mais novos? Faça por merecer! A CPTM andou trocando os vidros dos 2100, fazendo uma pintura externa com a nova identidade visual da companhia, revitalizando os tecidos dos bancos (que vivem cheirando a mofo, embora sejam bonitos — que pena!) e removendo as pixações das paredes dos carros. Agora, não seria ótimo se esse dinheiro que está sendo gasto para a reforma do material rodante existente fosse utilizado para compra de novas composições? Isto diminuiria o headway da CPTM (que é bastante alto) e traria mais conforto aos usuários. De novo: parece que o povo não pensa!

[Editado para aprimorar a clareza do texto.]

 

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