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Para a Karina e a Barbara, que acho que vão gostar de ler um post novo. Ei-lo. Mas está ruim demais.

Sendo designer gráfico, é minha obrigação saber mexer no famigerado Adobe Photoshop, aquele programa que (dizem que) faz milagres nas mulheres. (Isso não é tão verdade assim. Explico outro dia.)

Se eu sair na rua parando vários homens pra perguntar “Que mulher pra você é um padrão de beleza?”, a resposta provavelmente vai ser ou uma atriz, que se insinua em cenas de sexo implícito na novela das oito, ou uma modelo tal. (Ou, já que anda na moda, uma ex-modelo pode também ser a resposta.)

E que aconteceu com a girl next door, aquela menina que você vê todo dia pegando as cartas na porta de casa, sem maquiagem nenhuma, sem nenhum tipo de arrumação especial no cabelo, et cetera e tal? Fácil: não passou pelo Photoshop. E, por isso, merece ser desconsiderada. Certo?

ERRADO. Será que não é óbvio o quanto a “beleza” destas mulheres inatingíveis na mídia de massa é uma coisa fabricada para que a mulher “cotidiana” se sinta “feia” e vá comprar tal produto de beleza, roupas da marca tal, e por aí vai?

E isso funciona. Tenho algumas amigas — é, no plural mesmo — que se acham “horríveis” (no sentido de beleza). E não são, tem uma delas que não precisou de duas horas pra eu me apaixonar. (É, eu sei, acabo me apaixonando fácil, e tal.)

Agora, vai perguntar pra uma lourinha bonitinha como resolver uma derivada…

 

Até quando vai durar essa Era da Imagem e esse buraco-negro do que é “ser interessante”(?)

Por que eu ainda insisto?
Por que eu ainda sonho, projeto, tento realizar?
É inútil. Vão. E serve apenas pra me deixar mais deprimido ainda.
Mas, como bom sonhador, como bom romântico, como bom apaixonado, não posso deixar de tentar.
Ainda que aos poucos isso me corroa, me envenene, me mate, é meio que meu dever continuar.

Afinal, de que serve um coração se não tiverem emoções para chacoalhá-lo?

De que adianta ter uma vida pela frente se o que me espera é apenas o pior dela?
Não preciso mais querer justificar minha existência. Todas as minhas tentativas até hoje foram infrutíferas.
De que adianta ter uma mente brilhante se ela não serve pra absolutamente nada?
Basta de ilusão, chega de querer ver coisa boa onde não tem nada positivo.
De que adianta ser diferente em um mundo onde isso é visto negativamente?
Pior do que isso é não conseguir de forma alguma reverter à “normalidade”.

Dado que ninguém vai sentir falta mesmo, não vejo motivo nenhum que me prenda a este mundo.
Assim, peço que não parem nem por um segundo para derramar lágrimas sobre meu corpo.
Não mereço isso. Sigam normalmente suas vidas, como se eu nunca tivesse existido.
Não guardem memórias minhas. Elas não servirão pra mais nada mesmo.

Eu sei, o título é clichezão, mas o texto que o sucede nada tem a ver com isso.

Eu poderia agora começar a enumerar uma série de coisas ridículas pseudo-legais e, quiçá, até pagar o imensurável mico de efetivamente realizá-las. Mas não vou me dar a esse trabalho. Com certeza vou morrer antes de chegar à primeira.
Podem chamar de pessimismo essa minha última frase, mas peço que não levem a mal. Nos últimos tempos, venho entendendo alguns dos motivos que, quando desabam simultaneamente sobre alguém, podem levar um ser humano ao ponto de encerrar sua própria existência.
Embora por várias vezes tenham me ocorrido – especialmente nos últimos dias – pensamentos desse tipo, sempre tentei dissipá-los, tentando convencer-me de que a vida ainda vale a pena. Mas quando ela sente prazer em testar você, em fazer tudo dar errado pra ver como você reage, tem uma hora em que você não consegue mais aceitar a vã justificativa de que um dia vai dar tudo certo…

Escrito em parceria com @Mirane2, aka Mirane Campos.

Hoje é dia das crianças!

Ei, peraí. Que crianças?…

— Oi? Que crianças?

Pois é. Não tem mais crianças.
O que você tem é seres humanos de cinco, seis anos, transformados pelos adultos em miniaturas à sua imagem e semelhança.
Deixando de brincar na rua pra ficar em frente a uma televisão ou um computador, assistindo à idade passar apenas como espectadores passivos, estáticos.

Dia das crianças… As crianças que deixam de ser crianças para terem outras crianças. As crianças que, em vez de aproveitar o fato de serem crianças, gostariam o mais rápido possível de deixar de ser crianças.

— Mas ainda há as crianças que existiram e se recusaram a crescer…

Até que ponto você pode se considerar criança? Depende. Até que ponto pode-se considerar uma criança como sendo uma criança? Não sei. Nunca saberei, porque sempre que eu achar que encontrei um patamar, vai ter alguma coisa pra me fazer voltar e revisar esse dado.

— Se formos pensar sempre assim, jamais saberemos ou conseguiremos definir nada, o que é o mais correto.

Deixa estar. Talvez seja melhor não tentar encontrar uma definição. Talvez seja melhor olhar para trás, para o tempo em que crianças apenas se preocupavam em ser… crianças (em vez de querer saber qual é o último videogame, ou a última moda de algum cantorzinho teen fabricado por computador).

— Mas não podemos julgar também. As crianças de hoje são crianças à maneira delas, mesmo que pareça “errado” ou “idiota” pra nós.

Será que os tempos mudaram? Com certeza. Somos uma espécie em constante alteração, certo? Talvez a simplicidade de outrora tenha cedido lugar aos fios e cabos de um computador ou coisa do tipo. Ou talvez seja só eu ficando velho e achando que todo mundo tinha que ser igual a mim.

— A gente sempre faz isso, achar que deveriam ser como nós fomos, mesmo que por reflexo. Ou também achar que antigamente era melhor.

Talvez, quem sabe, tenha sido mesmo. Ou, por outro lado, quem sabe se a época corrente não é o que há de melhor? Não posso, infelizmente, ter vivido sob os dois cenários. Se pudesse, com certeza traria pra você uma comparação detalhada. Mas… Ah, deixemos de pensar nisso. Talvez seja melhor voltarmos a ser simplesmente…

Crianças.

Só pra treinar a escrita, ver se continua afiada.

Isso é pra ser lido ouvindo “In The Air Tonight”, do Phil Collins. Dê o play abaixo, espere dar 30 segundos e divirta-se. Recomendo também ler a letra da música inteira.

E daí que naquela noite você me enfeitiçou?
E daí que eu, num lapso de descuido, acabei me rendendo?
E daí que você tem precisamente o tipo de corpo que me agrada, e daí que eu afundei nesses teus olhos, e daí que me sufoquei com a saliva da tua boca?

Pouco importa. Você me usou. Me fez de joguete teu.
Me subestimou, achou que nunca ia descobrir?
Minha cara pode até sugerir o contrário, mas bobo não sou.

Well, I was there and I saw what you did
I saw it with my own two eyes
So you can wipe off that grin
I know where you’ve been
It’s all been a pack of lies!

E daí que quis que eu te quisesse?
E daí que eu, num misto de êxtase e de excitação, acabei caindo nessa armadilha!
E daí que fez eu me sentir minimamente especial, minimamente diferente, minimamente igual!

Pouco importa. Agora você é passado.
Você achou que eu não fosse te superar?
Mas você é um passado que insiste em me assombrar.

Well, I remember
I remember, don’t worry
How could I forget, it’s the first time
The last time we ever met
But I know the reason why you keep in silence and
No, you don’t fool me…

Enquanto escrevia meu primeiro livro, Volúpia, “rabisquei” entre aspas mesmo, porque foi no computador) esse trecho, que acabou não entrando no texto.

O pano de fundo é o seguinte:

“Armando e Paulo são grandes amigos, e estudam na mesma escola, juntamente  com Danielle e Samantha. Armando nutriu durante um bom tempo um amor não-correspondido por Samantha, até que um dia, por força do destino, o pai dele foi transferido pela firma para Salvador.

No dia anterior ao embarque, Samantha convidou Armando para dormir em sua casa. Por força do acaso, o tio dela sofreu um grave acidente em Moema, e os pais dela tiveram que se ausentar durante algumas horas da casa. O clima foi esquentando até que os dois acabaram transando.

Depois de algumas semanas, Danielle e Paulo começaram a se envolver. Esse envolvimento também foi crescendo até chegar ao ponto máximo da intimidade entre um homem e uma mulher.

Armando e Paulo estavam conversando por telefone quando veio à tona o assunto.”

E o trecho:

“– Armando, você não vai acreditar.
— Diga. O que foi.
— Hoje a Danielle veio até a minha mesa cantarolando e me entregou um bilhete. Dizia ‘minha menstruação tá atrasada em mais de uma semana já’.
— Tá. E qual era a música?
— ‘Papa Don’t Preach’. Diga, tô ferrado.
— Tu tá ferrado. Mesmo. Além de estar grávida, ela quer ter o bebê. E tu vai ter que manter essa menina e essa criança, sei lá como.
— Eu também sou contra o aborto. A questão é dar comida pro bebê. Enquanto ela estiver só sendo amamentado, dá pra mamar nas tetas dos pais, mas e depois, quando começar papinhas e essas coisas? E as fraldas, roupas et cetera?
— Sei lá, garanhão. Tu não me pergunte. Quando eu transei com a Samantha eu tomei o cuidado de usar camisinha.
— A Danielle disse que tava tomando pílula!

— E devia. Só que deve ter esquecido algum dia, ou sei lá. Fato é que agora ela tá grávida, e ponto final.”

O desfecho programado para esta complicação era que a gravidez seria meramente psicológica.

Esse é um joguinho baseado no velho ‘verdade-ou-desafio’, mas com muitas novas possibilidades e um potencial de polêmica bastante interessante. Os assuntos podem ser escolhidos a gosto dos participantes. Com o advento do FormSpring, me inspirei a publicar esse jogo.

Materiais:
Um dado e uma roleta (ou garrafa). O dado selecionará o assunto da pergunta, e a roleta, quem responderá.

Os assuntos:
Eles são muito amplos, de forma a garantir a liberdade na execução das perguntas.
1. Amor
2. Sexo
3. Música
4. Viagem
5. Sonho
6. Corpo
A qualidade do jogo dependerá diretamente da qualidade das perguntas.

Fluxo do jogo:
Um participante lança o dado e gira a roleta. Ele deverá questionar o participante indicado sobre o tema sorteado pelo dado. Finda a resposta — possibilidades de réplica e tréplica ficam a critério dos jogadores –, o participante que respondeu lança o dado e gira a roleta, reiniciando o fluxo.

Hoje fui ao Twitter e comecei a pensar comigo mesmo: 140 caracteres são realmente uma mixaria. Decidi reabrir “A Careca do Rei Cabeludo”, mas com uma mudança: todos os posts anteriores foram apagados. Toda vez que eu olhava esses posts e relia-os, acabava detestando. Pronto, está curado. O que vou postar? Sei lá. Com que periodicidade? Quando der na telha. Vou trocar o subtítulo e o template. E as obras estão apenas começando.